Por: Bruna Bernardino, Mario del Ferro, Mayara Clemente, Natalia Fontinele e Rafaella Mello.
Resumo da proposta
O estudo da disputa tecnológica entre China e EUA e o comparativo entre Taiwan e Congo revelam como o domínio da tecnologia tornou-se o principal instrumento de poder no século XXI. A rivalidade envolve agora o controle de cadeias produtivas estratégicas, recursos naturais essenciais e territórios fundamentais à manutenção da hegemonia global. A comparação entre países em seus níveis industriais e impactos sociais permite perceber como diferentes espaços geográficos tornam-se peças centrais em disputas internacionais. Os limites para garantir autonomia são curtos, e as negociações comerciais ultrapassam o princípio diplomático, resumindo-se em controle e contenção.
Para esta análise comparativa recorre-se à teoria realista clássica, a fim de compreender o pano de fundo da dinâmica entre os Estados analisados, e aos conceitos de Mahan (Choke Points) e Mackinder (Heartland), de modo a organizar o pensamento dos atores neste novo ambiente do pós-crise de 2008 e pós-pandemia de 2020, marcado pela exacerbação da disputa tecnológica entre EUA e China e pelo controle dos recursos das novas tecnologias — sobretudo IA, semicondutores, baterias e indústria de defesa.
Taiwan, Organização de Cooperação de Shangai (OCX), Rússia e Congo são elementos centrais para compreender como tecnologia, recursos naturais e geopolítica se conectam na dinâmica do sistema internacional contemporâneo. Diante deste panorama, este trabalho busca responder: como as teorias clássicas da geopolítica podem ser aplicadas para compreender o atual cenário de disputa tecnológica e transição energética entre China e EUA e seus impactos na reorganização da ordem internacional contemporânea?
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